• Alessandra Girotto

Permissividade ou compaixão?

Se tem uma coisa que gosto muito de fazer e passo bastante tempo envolvida é no reconhecimento e separação do que sinto e penso. É algo meu, um lado racional, de certa forma controlador e organizador que sempre tive. Na sua forma distorcida já me trouxe (e ainda me traz, quando deixo) vários problemas pois, com ele, racionalizo e travo, me boicotando.

Já no construtivo ele é uma qualidade ótima e muitas vezes essencial. Quando me conecto com esse lado com leveza e abertura, abro portas interiores e tenho acesso a partes profundas de mim mesma. Fica mais fácil separar o “joio” do “trigo” e escolher com que parte minha atuo no mundo.


Enfim, com isso queria discutir com vocês sobre a diferença entre ser permissiva e compassiva. Já pensou sobre isso? Consegue identificar, dentro, quando está agindo a partir da sua compaixão e quando está, na realidade, sendo permissiva e leniente – com você e/ou com o outro?


Muitas e muitas vezes confundo compaixão com permissividade. Quero ser compassiva comigo (ou com o outro) e acabo sendo permissiva. Quero me acolher, mas dou voz à minha preguiça. E aí fica a grande questão: como diferenciar?


E a resposta que tenho dói um pouco em dar: não há fórmula mágica, não há “passo a passo” ou manual. É preciso honestidade e vontade de se confrontar. É preciso paciência. É preciso aprender também a ser gentil com você – pois VAMOS errar... É o tipo de coisa que vamos ajustando enquanto caminhamos, a cada tentativa. Sem pressão, sem exigência, sem censura – apenas com amor, honestidade e muita boa vontade consigo mesmo. Se passamos a nos enfrentar sem censura não temos necessidade de mentir pra nós mesmos. A partir daí e aos poucos (BEM aos poucos), vamos acessando com mais facilidade as sutilezas dessas diferenças conforme nosso sistema e nosso inconsciente entende que pode se abrir pra nós. Simples assim, mas bem trabalhoso. E é um trabalho a se fazer acompanhado, com um guia durante o trajeto. Lembre-se: não é vergonhoso ou errado pedir ou precisar de ajuda pra se conhecer, se confrontar e se amar. É humano.

Alessandra Girotto – Sou Psicanalista, Coach, MoonMother, Ativadora de TendaVermelha e Terapeuta Holística. Focalizo Dança Circular e Círculo de Mulheres desde 2015. Atualmente participo do Programa “Pathwork® de Transformação Pessoal” e da formação nas “Novas Constelações Familiares”.

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