• Alessandra Girotto

Sobre as demandas da vida e os desafios de ser autônoma

De acordo com a minha organização atual tenho usado boa parte dos sábados (e alguns domingos) pra estudar e escrever - e por escrever quero dizer tanto resumo ou tarefas dos cursos que faço, quanto posts e coisas do gênero pra publicar aqui pra vocês.


Desde que resolvi me dedicar exclusivamente a ser terapeuta e assumir plenamente esse meu lado muita coisa mudou, mas também vejo que ainda há muita coisa a mudar e, dentre elas a questão de organização.


Antes eu achava que minha vida já era cheia - pois eu trabalhava num emprego formal, atendia no contra-turno, facilitava algumas imersões nos finais de semana e também fazia os milhares de curso que ainda faço (*OBS: existe alguma palavra para quem é viciado em fazer cursos e estudar, fora "Nerd"??🤔 Momento de curiosidade...)


Porém, ao dar esse passo descobri e senti na pele o que vários amigos autônomos já tinham comentado: se você deixar, sua vida vira uma loucura e você passa a não ter mais tempo livre, pois você é seu empregado e seu empregador. Seu trabalho e sua casa, assim como sua vida profissional e pessoal podem se misturam absurdamente fácil. Passa a ser fácil fazer turnos com mais de 12h, pular horário de almoço e por aí vai - a gente encontra boas desculpas pra isso, se quiser.


O ponto é que é insustentável, além de não ser nada saudável.


Desde o começo de quando decidi dar esse passo, há cerca de 1 ano e meio atrás, tenho ficado de olho no "sinal de alerta" e muitas vezes ultrapassei ele, trazendo consequencias para mim e para quem convive comigo.


Hoje sinto que aprendi a lidar bem melhor com a nova demanda e o novo ritmo, porém sei que ainda há muito o que aprender e vários ajustes para fazer. Quero conseguir me dar férias sem ter pilhas de trabalho burocrático pra fazer nesse momento. Quero conseguir voltar a ler no ritmo que gostava.

E mais que tudo, quero voltar a ter finais de semana dedicados a descanso e não a colocar coisas em dias.


Sei que é possível manter a constância aqui, entregar as tarefas que preciso e quero entregar e ainda tirar tempo de qualidade, para cuidar de mim, me reenergizar e também nutrir as relações à minha volta. Isso também é necessidade humana básica, por mais que tentemos nos convencer que não é.


Estou feliz que tenho dado passos pra isso, ainda não cheguei lá, mas sei que chego. 💗


E vocês, tem alguma meta? Algum incômodo que reconhecem e que sabem que precisam mudar? O que tem feito para se ajudar no processo?



🦋 𝑨𝒍𝒆𝒔𝒔𝒂𝒏𝒅𝒓𝒂 𝑮𝒊𝒓𝒐𝒕𝒕𝒐 – Sou Psicanalista, Life Coach e também trabalho com várias terapias Complementares. Atualmente participo do Programa Pathwork® de Transformação Pessoal e da formação nas Novas Constelações Familiares.

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