• Alessandra Girotto

Você já sentiu compaixão por você?

Usamos e criamos nossas defesas para não lidar com nossa parte destrutiva. Mas não querer lidar não significa que ela deixe de existir. É uma parte nossa - parte da qual muitas vezes temos vergonha e medo de encarar.

Boa parte desse medo vem da ideia de que sou totalmente a parte que descubro, ou que ela seja a maior parte de mim.

Mas o ponto é que isso é uma ilusão. Sabe por quê?

Porque eu sou muito mais do que meu lado ruim. Eu sou também a parte que observa, a que busca ajuda, a que quer crescer e mudar. Eu sou também todos os aspectos da minha criança, todas as experiências e vivências que eu já tive - e não apenas minha parte raivosa, ciumenta, controladora, preguiçosa, invejosa, agressiva (e todos os outros adjetivos negativos que tememos ver identificados conosco).

Essa parte também faz parte de mim. Também quer ser vista e incluída. Também precisa de espaço.

E pra hoje? Qual a sugestão?

Você já sentiu compaixão em algum momento da sua vida? Sabe como é a sensação? Consegue resgatar a vivência e acordar em você esse sentimento?

Minha sugestão é que você busque essa memória - mesmo que fraca e pequena. Veja o que despertou em você esse sentimento e, principalmente, registre no seu corpo sua capacidade de sentir compaixão.

Quando estiver preenchida de compaixão, olhe pra você e em seguida desenhe.

Desenhe sua parte negativa ou como você imagina que ela seja.

Desenhe também sua parte boa, maior e capaz de sentir compaixão.

Conecte as duas partes e busque dentro de você a vontade de começar a colocar isso mais em prática.

A ver sua parte destrutiva com compaixão, com amorosidade.

A acolher essa parte. Sabendo que, no fundo no fundo, ela não é nada mais que uma qualidade distorcida. Uma dor não sentida. Um medo não visto e a reação da defesa.

São aspectos humanos e, se vistos e cuidados, não precisam ser temidos e nem serem destrutivos. Porém, pra isso, é preciso querer ver, querer cuidar, querer acolher… Bora?

🦋 𝑨𝒍𝒆𝒔𝒔𝒂𝒏𝒅𝒓𝒂 𝑮𝒊𝒓𝒐𝒕𝒕𝒐 – Sou mãe, psicanalista e consteladora. Trabalho conjuntamente com várias terapias complementares e atualmente participo do Programa Pathwork® de Transformação Pessoal.

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